Hoje foi dia de orientação. O desespero bateu. Normal a essa altura do campeonato. Você e se pergunta "Será que vai dar tempo?" Recebi um chá de calmante da minha orientadora (Mariana Oliveira). O negócio é que dá tempo sim, mas tem CORRER! Ela disse que é normal essa aflição que estou sentindo.
Então, vamos CORRER...
Assim que cheguei em casa liguei pra uma amiga minha voluntária do Nacc. Roberta me contou uma história de arrepiar. A apuração dessa vez foi por telefone. O caso da vez é o de Kaline. Infelizmente, ela já foi óbito por causa do câncer. Muitos funcionários do Nacc citaram o nome dela em outras entrevistas. É uma história incrível. ELa era de Capoeiras, interior de Pernambuco. A família ainda hoje mora lá.
Por hoje é isso. O final de semana será de muito trabalho.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Mais casos
Na semana passada eu entrevista três mães. Elas moravam em Garanhuns, Exu e São Vicente Férrer. É bom que você conhece cidades que nunca sonhou que existiam.
Dois desses três casos estão curadas. Foi até uma sorte encontrar uma delas aqui. Raquel está curada e só vem no Recife de seis em seis meses fazer exames de rotina. O câncer dela foi no cérebro. Durante as cirurgias que fez, perdeu a visão e retirou uma parte do osso do crânio. Foram 13 cirurgias no total. A mãe dela parece estar bem aliviada, porque a luta contra o câncer foi vencida. Agora ela está na fila de espera de córneas para fazer mais uma cirurgia. Espero que tudo dê certo pra essa família. Raquel é linda.
Valderice está recém transplantada. Se recuperando bem. E Maria José segue na luta contra a doença.
Por hoje é isso.
Dois desses três casos estão curadas. Foi até uma sorte encontrar uma delas aqui. Raquel está curada e só vem no Recife de seis em seis meses fazer exames de rotina. O câncer dela foi no cérebro. Durante as cirurgias que fez, perdeu a visão e retirou uma parte do osso do crânio. Foram 13 cirurgias no total. A mãe dela parece estar bem aliviada, porque a luta contra o câncer foi vencida. Agora ela está na fila de espera de córneas para fazer mais uma cirurgia. Espero que tudo dê certo pra essa família. Raquel é linda.
Valderice está recém transplantada. Se recuperando bem. E Maria José segue na luta contra a doença.
Por hoje é isso.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Entrevista com Guiomar
Ontem eu entrevistei Guiomar, mãe de Laísa, de três anos.
A história dela vai entrar no segundo capítulo sobre Sinais e Sintomas.
Seria clichê dizer que a história é linda.
Laísa é uma menina tocante. Um rosto muito angelical e simpática.
A história é recheada de causas e sentimentos: situação dos hospitais públicos, instinto materno, inocência e por aí vai...
As duas são de Paranatama, há 247km de Recife. Depois de Garanhuns. Estão no Nacc desde 2009 e Laísa responde muito bem ao tratamento.
A história dela vai entrar no segundo capítulo sobre Sinais e Sintomas.
Seria clichê dizer que a história é linda.
Laísa é uma menina tocante. Um rosto muito angelical e simpática.
A história é recheada de causas e sentimentos: situação dos hospitais públicos, instinto materno, inocência e por aí vai...
As duas são de Paranatama, há 247km de Recife. Depois de Garanhuns. Estão no Nacc desde 2009 e Laísa responde muito bem ao tratamento.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Amanda e suas descobertas
Amanda da Conceição Santos tinha apenas 12 anos. Sua rotina era sempre a mesma, na cidade de Petrolina, Sertão de Pernambuco, na divisa com a Bahia. De manhã ela ia à escola. De tarde, ajudar a sua mãe Maria Valdeci Barros com os afazeres domésticos e alguns cuidados com o seu irmão mais novo de onze anos. Uma típica família humilde de cidade do interior. O pai, Arnaldo dos Santos, não vivia mais em casa e morava com sua nova companheira, na mesma cidade. A relação deles era a melhor possível. Apesar da separação, Seu Arnaldo sempre foi um pai presente e trabalhador.
Essa rotina começou a mudar quando Amanda passou a sentir algumas dores nas pernas, em suas idas e vindas à Escola Santa Terezinha. Era janeiro de 2010. A mãe estranhava a situação, pois sabia que a filha sempre fazia tudo o que todas as crianças normais faziam: pulava, brincava, corria e nunca tinha sentido nada. As dores aumentaram e a preocupação da família também. Amanda já não dormia direito a noite por causa das dores, que só fazia crescer. Valdeci sempre perguntava se a filha tinha se machucado na escola ou brincando na rua com os amigos. A resposta era sempre a mesma. Um simples “não”.
Quatro dias depois das dores de Amanda piorar, Valdeci entrou em contato com Seu Arnaldo e informou a situação. A preocupação do pai foi instantânea. No dia seguinte, Valdeci levou Amanda para o Posto de Saúde mais próximo da sua casa. Pegou uma ficha para marcar a consulta, mas se deparou com a primeira surpresa desagradável desse drama. O Posto de Saúde não tinha ortopedista.
A alternativa agora era tentar marcar uma consulta no Hospital Dom Malan, no centro de Petrolina. Por ser o mais equipado da região, o Hospital bebe da mesma água da saúde pública e sofre com os mesmos problemas. A consulta só conseguiu ser marcada para o mês de julho de 2010. Seis meses depois das queixas da pequena Amanda. Atormentado com a situação, Seu Arnaldo entrou em contato com alguns de seus amigos médicos e agilizou o processo. Amanda seria atendida imediatamente, no mesmo mês, em janeiro.
No dia marcado com o ortopedista, Seu Arnaldo levou Amanda ao Dom Malan. O médico a encaminhou para sala de raio “X”. Minutos depois, Seu Arnaldo receberia a pior notícia da sua vida: Amanda estava com um tumor no osso da perna.
- Olha, pai. Não tenho boas notícias. Infelizmente, estamos suspeitando que Amanda esteja com um tumor ósseo. E tudo indica que seja maligno.
Seu Arnaldo saiu de dentro do consultório arrasado. Ligou, imediatamente, para Valdeci e deu a notícia. Do outro lado da linha, o chão de Valdeci parecia ter sumido. Nunca aquela mulher de 40 anos recebeu uma notícia tão catastrófica. A visão escureceu. Valdeci ficou desesperada dentro de casa. A dor que sentia no peito consumia todas as suas forças. Um grito enorme ecoou por todo seu corpo. Sabia que precisava ser forte naquele momento. Precisou de um tempo até se acalmar e assimilar o resultado daquele exame.
Amanda foi encaminhada para o Hospital do Câncer de Pernambuco, no Recife. Fez mais alguns exames para a identificação exata do tumor. Amanda foi internada, rapidamente, para começar as sessões de quimioterapia. O encaminhamento para ser albergada no Nacc veio logo depois. A família era toda de Petrolina. Não tinham condições de pagar o transporte para o tratamento dela na capital.
Essa rotina começou a mudar quando Amanda passou a sentir algumas dores nas pernas, em suas idas e vindas à Escola Santa Terezinha. Era janeiro de 2010. A mãe estranhava a situação, pois sabia que a filha sempre fazia tudo o que todas as crianças normais faziam: pulava, brincava, corria e nunca tinha sentido nada. As dores aumentaram e a preocupação da família também. Amanda já não dormia direito a noite por causa das dores, que só fazia crescer. Valdeci sempre perguntava se a filha tinha se machucado na escola ou brincando na rua com os amigos. A resposta era sempre a mesma. Um simples “não”.
Quatro dias depois das dores de Amanda piorar, Valdeci entrou em contato com Seu Arnaldo e informou a situação. A preocupação do pai foi instantânea. No dia seguinte, Valdeci levou Amanda para o Posto de Saúde mais próximo da sua casa. Pegou uma ficha para marcar a consulta, mas se deparou com a primeira surpresa desagradável desse drama. O Posto de Saúde não tinha ortopedista.
A alternativa agora era tentar marcar uma consulta no Hospital Dom Malan, no centro de Petrolina. Por ser o mais equipado da região, o Hospital bebe da mesma água da saúde pública e sofre com os mesmos problemas. A consulta só conseguiu ser marcada para o mês de julho de 2010. Seis meses depois das queixas da pequena Amanda. Atormentado com a situação, Seu Arnaldo entrou em contato com alguns de seus amigos médicos e agilizou o processo. Amanda seria atendida imediatamente, no mesmo mês, em janeiro.
No dia marcado com o ortopedista, Seu Arnaldo levou Amanda ao Dom Malan. O médico a encaminhou para sala de raio “X”. Minutos depois, Seu Arnaldo receberia a pior notícia da sua vida: Amanda estava com um tumor no osso da perna.
- Olha, pai. Não tenho boas notícias. Infelizmente, estamos suspeitando que Amanda esteja com um tumor ósseo. E tudo indica que seja maligno.
Seu Arnaldo saiu de dentro do consultório arrasado. Ligou, imediatamente, para Valdeci e deu a notícia. Do outro lado da linha, o chão de Valdeci parecia ter sumido. Nunca aquela mulher de 40 anos recebeu uma notícia tão catastrófica. A visão escureceu. Valdeci ficou desesperada dentro de casa. A dor que sentia no peito consumia todas as suas forças. Um grito enorme ecoou por todo seu corpo. Sabia que precisava ser forte naquele momento. Precisou de um tempo até se acalmar e assimilar o resultado daquele exame.
Amanda foi encaminhada para o Hospital do Câncer de Pernambuco, no Recife. Fez mais alguns exames para a identificação exata do tumor. Amanda foi internada, rapidamente, para começar as sessões de quimioterapia. O encaminhamento para ser albergada no Nacc veio logo depois. A família era toda de Petrolina. Não tinham condições de pagar o transporte para o tratamento dela na capital.
Entrevista com acompanhantes
Hoje o dia tinha tudo para não ser nada produtivo. Me atrasei, passei do horário. Quando cheguei no Nacc, hoje, pensei que ia pegar pouca coisa. E peguei pouca mesmo. Mas o que consegui, foi ótimo.
Entrevistei duas acompanhantes (uma mãe e uma irmã) de adolescentes que estão albergados no Nacc. Histórias diferentes, mas o mesmo drama: a luta contra o câncer. Minha primeira entrevistada (a mãe) resistiu um pouco e não queria ceder a entrevista. Precisei conversar mais com ela e explicar o projeto com mais detalhes. Só assim ela topou.
Já a segunda (a irmã) foi bem mais tranquila. Quando falei da intenção da entrevista ela já disparou:
- Só dou entrevista se eu ganhar esse livro.
Um doce de pessoa com apenas 20 anos. Cheia de esperança em relação a cura do seu irmão.
Em breve, postarei aqui mais histórias.
Entrevistei duas acompanhantes (uma mãe e uma irmã) de adolescentes que estão albergados no Nacc. Histórias diferentes, mas o mesmo drama: a luta contra o câncer. Minha primeira entrevistada (a mãe) resistiu um pouco e não queria ceder a entrevista. Precisei conversar mais com ela e explicar o projeto com mais detalhes. Só assim ela topou.
Já a segunda (a irmã) foi bem mais tranquila. Quando falei da intenção da entrevista ela já disparou:
- Só dou entrevista se eu ganhar esse livro.
Um doce de pessoa com apenas 20 anos. Cheia de esperança em relação a cura do seu irmão.
Em breve, postarei aqui mais histórias.
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